Distritão põe em cheque novas candidaturas do Curimataú paraibano

16/08/2017


A cada dia, a política fica mais rigorosa, na verdade, os eleitores, diante de tantos escândalos envolvendo a classe. Todos passam a ter um peso só e de ser chamado de ladrão escapam poucos. Contudo, não é só isso que tem tirado o sono dos pretensos a galgar um degrau maior na sua carreira política, assim como os iniciantes. O distritão é, na verdade, hoje o que mais preocupa.

Trazendo o assunto para as terras áridas do nosso Curimataú e Seridó paraibano, podemos colocar como duas vítimas dessa proposta da Reforma Política a ex-prefeita de Cuité, Euda Fabiana (PMDB), e a vereadora e filha do prefeito Charles (Livres), também de Cuité, Rafaela Camaraense (Livres).

Com a aprovação da emenda, que já passou pela comissão da Câmara Federal, os dois nomes saem do páreo. Possibilidade, inclusive, admitida por ambas as candidaturas. Tanto Euda quanto Rafaela (através do seu pai), já declararam que estão a depender da temida reforma. No entanto, mesmo na iminência de não emplacarem na disputa, as duas candidatas vão preparando os terrenos e costurando apoios.

Há quem diga que a aprovação do distritão não seja ruim para as pretensas candidatas, pois, segundo bastidores da política, o objetivo maior das duas não é uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa, mas mostrar quem tem votos na cidade onde uma governou por oito anos e a outra goza do poder ao lado do pai. Seria uma disputa paroquial para manter a militância unida numa espécie de esquenta para 2020.

Entenda a proposta do distritão

O sistema cria um distrito composto por todo o Estado. Por ele, são eleitos os deputados mais votados, assim como ocorre nos cargos executivos. Isso acaba com a regra atual do voto proporcional. Pela regra em vigor, os partidos se coligam funcionando como um só no pleito e eles elegem um representante cada vez que atingem o quociente eleitoral.

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