Desastre administrativo coloca Picuí na contramão da história

27/11/2019


Quem está acostumado a ouvir os programas de rádio do prefeito de Picuí, Seridó paraibano, Olivânio Remígio (PT), e acompanhar suas redes sociais, não imagina que a realidade é bem diferente do que é passado pela mídia fantasiosa e bem paga do gestor. O que é encoberto pelo petista, não está distante dos olhos da população. Basta uma simples consulta ao Sagres, do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE), e está lá, tudo bem esclarecido.

Os números chamam a atenção e não é pouco. Aqui vamos destacar duas despesas do Poder Executivo que muito difere do que foi pago pelos mesmos itens nas gestões que o antecederam. Os gastos com combustíveis e medicamentos são alarmantes, e até seriam compreensíveis se os serviços chegassem à população, o que não vem acontecendo.

Se comparado o segundo ano de governo do petista com o último do seu antecessor, o ex-prefeito Acácio Dantas (DEM), o gasto com combustíveis aumentou quase meio milhão. Em 2016, a despesa foi de pouco mais de R$ 1,4 milhão. Já em 2018, o valor passou de R$ 1,8 milhão.

Não foram só as despesas que aumentaram, mas também a classificação de Picuí entre os municípios paraibanos que mais gastaram com combustíveis. Em 2012, a cidade ocupava a 42ª posição, em 2016 foi para o 29º lugar e em 2018 a cidade já estava na 16ª colocação e pontua entre os 20 maiores gastos com essa finalidade.

Entre tantos aumentos, há um quesito em queda: o risco de eficiência. O que não é positivo. Em 2012, Picuí possuía um rendimento e eficiência nos gastos com combustíveis de 1,0. Isso representava um município eficiente no controle de gastos. Já na atual gestão, em 2018, essa eficiência caiu para 0,357 e em 2019 caiu mais ainda, para 0,149.

Os gastos com medicamentos também não ficam para trás e seguem como uma das maiores despesas. Mas, de acordo com informações, assim como no caso dos combustíveis, a população não vê o benefício chegar. Assim como falta transporte, medicamento é item raro nas unidades de saúde.

Onde antes era gasto em torno de R$ 74 mil por ano, como foi em 2016, e atendia a população, agora passa dos R$ 400 mil. Em 2018, a gestão petista pagou R$ 426 mil em medicamentos. Em 2019, o valor já passa dos R$ 436 mil.

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