Opinião: Cuité do novo tempo, mas das velhas práticas

08/04/2020


Embora exista um acordo com o Ministério Público (MP) para acabar com os lixões a céu aberto, que poluem nossos lençóis freáticos e causam doenças na população, em Cuité, no Curimataú paraibano, cenas como a que vemos nesta matéria continuam a se repetir todos os dias.

Caminhões inapropriados para tal atividade, profissionais sem a mínima proteção para exercer tais funções e um lixo sendo transportado a céu aberto com um destino conhecido por todos: o velho lixão que contamina uma área com um dos melhores lenções freáticos da cidade.

O assunto só é discutido a cada eleição municipal. Dos candidatos – desde a vereador e a prefeito –, vem a promessa de lutar pelo fim daquele que já é intitulado como a chaga da maior cidade da região. Contudo, após o pleito, a causa é esquecida e o lixão continua como está, ou melhor, como sempre esteve.

Cidades menores do entorno de Cuité já fizeram sua tarefa de casa e honraram o acordo firmado com o MP. A cidade de Damião, por exemplo, já não descarta seus resíduos sólidos a céu aberto. Todo o material é coletado e levado para uma usina da cidade de Campina Grande.

A medida gera custo. Isso é inevitável. No entanto, gera algo muito melhor, e que não tem preço: a saúde e a melhoria da qualidade de vida da população. Porém, lixo não dá voto e o que realmente dá vai sendo colocado como prioridade.

E o lixo? Vai sendo empurrado para o próximo gestor.

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