Secretário de Olivânio teria vendido quase R$ 1 milhão à prefeitura usando “laranjas”

27/10/2020


Após análise das prestações de contas da Prefeitura de Picuí, Seridó paraibano, várias irregularidades foram identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Um dos pontos que chamaram a atenção do relator Renato Sérgio Santiago, foi o caso de uma empresa que ganhou recorrentes licitações e, entre os anos de 2017 e 2019, vendeu quase R$ 1 milhão a gestão municipal.

De acordo com dados do Sagres, do TCE, em 2017 a empresa Picuí Comércio de Materiais de Construção vendeu pouco mais de R$ 221 mil à gestão comandada pelo prefeito Olivânio Remígio. Em 2018, o valor mais que dobrou e foi para a casa dos R$ 477 mil. Em 2019, o valor chegou próximo dos R$ 12 mil. Ao todo, a empresa embolsou R$ 710 mil.

Porém, a empresa, que no Sagres apresenta como sócios o Sr. Geraldo Alves dos Santos, conhecido como Geraldo do Granito, e a Sra. Mayara dos Santos Silva, está cadastrada na Receita Federal em nome de Márcio Renato Farias, que aparece como administrador e proprietário. Márcio Renato, contudo, ocupa o cargo de secretário de Finanças e tesoureiro da Prefeitura de Picuí, e estaria usando “laranjas” para vender ao próprio município.

Diante das irregularidades encontradas nas prestações de contas, o TCE intimou o prefeito para prestar esclarecimentos e enviar documentação até o dia 08 de maio deste ano. Segundo informações, o prazo foi encerrado e nenhum documento foi apresentado nem foi feito nenhum esclarecimento pelo petista.

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